Uma pausa.
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e a saudade não há mais.
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Foi assim. Durante um bom tempo, entre idas e vindas, quando no víamos, eram músicas, conversas e risadas. Apenas lembrando do bom, e esquecendo que você se foi. "Te ligo amanhã", disse. Mas o amanhã era tarde. Mal imaginava, eu, que a ira viria e que minha revolta seria simplesmente esperar. Te esperei. Por muito tempo, esperei. Amei, amo e amarei. Mas o amanhã era tarde. Tudo corrido, tudo pra cima, tudo na hora, eu quero, é meu, intenso. Não rola. Tentei te abdusir e mostrar que além do teu mundo, era o meu. Que em algum momento, juntos poderíamos ser mais. Queria pra sempre. Um filho, dois filhos, três filhos. Uma menina. Yara, Rodrigo e André. Simples, não? Quem dera. Quem dera pudesse ter, e viver, oque deveras quero. Querer é poder - Xuxa - mas não poder é querer. Decidir se enrolo ou sou enrolado. Não gosto de enrolar, sou enrolado. Fui iludido pelo meu próprio ego. Querendo amar e acreditando que tudo é perfeito. Não vi, nem ouvi, sinais que me dessem motivos pra continuar. Só senti, e amei querendo amar. Mas na ilusão de tudo que há, deixei de sofrer, de sentir e me amargar. Um sorriso, uma nota, uma palavra, era o suficiente até a parar. Na pausa. No momento vazio entre um assunto e outro. Era onde o subjetivo dominava e as possibilidades existiam. Mas na última pausa, ficamos inertes. Não haviam perguntas, não haviam pensamentos, não havia contexto ou pretexto para um sentimento. Ele existe, mas já não é mais visível. Dói saber que meu amor é em vão. Gasto apenas em alguma ilusão que criamos. Se me ligar, vou jogar seu jogo. Fingir que está tudo bem e marcar encontro. Não falarei de sentimentos se assim quiser, e imagino que queira. Não forçarei seus beijos se eu os quiser, tenha certo que quero. Mas a cada presença e ausência tua, eu me despeço. Esperança pouca que resta, eu me rendo. Vou perecendo e vivendo, sendo, e sofrendo, seu escravo particular. Submisso enquanto solteiro. Não sou homem de muitas. Das poucas que tive, você me ganhou. Usou e usa. Apesar desse jogo sujo, ou oculto, em que fico perdido, continuo aqui. À espera. Mas tome cuidado, menina, para me ter - Zé Bonitinho - aproveite enquanto há tempo. Pois tão inesperadamente quando você apareceu pra mim, outra pode aparecer. Você pode ser a mulher da minha vida. Não tenho certeza, talvez nunca tenha. Mas sou rapaz de uma mulher só. Se este alguém aparecer, espero não cometer os mesmos erros, e quando cometer os novos, espero que ela aguente, como eu aguento, e queira aprender, crescer e viver comigo. Com muita confiança, amor e reciprocidade.
Considere um ultimato ou simplesmente um alerta. Sou um ser-objeto muito utilizável, mas o romantismo que, por enquanto, não cabe mais entre nós, é fatídico e hora ou outra retorna. Aproveite o tempo de descanso pra pensar sobre nós. Se é que te cabe alguma verdade ou vontade neste assunto. Do amor que eu sempre recitei, ainda insito que é fato. Do amor que eu cobrei, tenho dúvidas se alguma vez o que disse era passível de realidade.
Eu nunca quis casar com ninguém. Abominava casamentos. Igreja nem pensar. Até conhecer você.
Cansei de me declarar, acredito ser meu último suspiro.
Casa comigo ou me jogue ao mar.
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